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terça-feira, 17 de abril de 2012

Crianças obesas



Confesso não estar acompanhando o Medidinha Certa do Fantástico mas minha Mãe tem me mantdo informada...rss

Ela estava horrorizada porque parece que foi no episódio dessa semana que mostrou a família de um dos Meninos e tinha coca cola e doce na mesa. A Mãe parece que também não estava na melhor forma.
Tenho quase 32 anos de idade e Gastrite desde os 16, no começo a coisa foi meio bagunçada lá em casa porque era problema de saúde então não podia descuidar e todos decidiram me apoiar. então todos os cereais brancos foram substituídos por integrais. os temperos químicos foram abolidos de vez e andei em uma temporada de dieta radical. hoje em dia Eu e Minha Irmã por exemplos só compramos cereais integrais. Marido se acostumou também! come arroz integra na boa!

Mas tenho outros filhos não quero privá-los. o que faço?
Sinceramente acho que Você não estará privando, está ensinando que comida vai muito além dos enlatados, ensacados e processados. que comida não vem da lata e nem saco...vem do mato, da horta!

nada impede(salvo restriões médicas como diabetes em estado grave e afins) de as vezes comprar um doce(tente optar pelos caseiros com frutas. ganache de frutas com chocolate é bem melhor que aquele doces melequentos. refrigerante pode ser substituído por sucos naturais. evitando tomar durante a refeição porque atrasa a digestão.
Milkshake? vitaminas de frutas!

Um pouco de imaginação e incentivo vai ajudar a família toda1 porque se a criança chegou a esse ponto. é porque a família inteira come mal...os Adultos são o spelho das crianças, o molde, modelo do que eles precisam se tornar.

Dê exemplo e apoio a seus filhos

Roberta Cury
Gastróloga

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Obesidade Infantil e Alimentação


Muito tem se falado sobre Obesidade Infantil. O mito de criança saudável é a criança rechonchuda e de rosto corado está vindo abaixo com o aumento de crianças desenvolvendo doenças de adultos como diabete e hipertensão e insônia.(apnéia)

Outro paradigma a ser quebrado é o da herança genética como principal fator causador da obesidade.

A grande oferta de alimentos, sedentarismo e até mesmo a violência influenciam. Com medo de sair de casa as crianças ficam cada vez mais presas em frente a TV e jogos de computador . Como a maioria dos Pais trabalha e não tem como controlá-los, acabam deixando grande oferta de alimentos fáceis de comer, mas que são ricos em gorduras, calorias, sal e aditivos químicos.

E como lidar com esse problema cada vez mais crescente. Proibir alimentos a uma criança? Não é a atitude mais correta.

O controle da obesidade infantil começa em casa, com refeições balanceadas, estímulo à atividade física e mudança dos hábitos alimentares de toda a família.

Ninguém faz regime sozinho numa casa, muito menos uma criança. Não adianta a mãe dizer que bolacha recheada que está no armário é para o irmão, que é muito magrinho. O tratamento inclui a família inteira. É pai, mãe, irmãos, todos comendo o mesmo tipo de alimentação saudável.

Uma boa alimentação com carboidratos (arroz, massas), proteínas (carnes, peixes, frango) de preferência grelhados e cozidos e verduras (tomate, alface, pepino), frutas. Leite desengordurado para o lanche, redução das frituras.

Atividades físicas principalmente aeróbicas ao menos 3 vezes por semana que pode se compartilhada com a família mas não em grupos como escolas e vizinhança devido a sua mobilidade mais lenta.
A combinação, alimentação saudável mais exercícios é a chave para evitar e afastar a criança da obesidade e a faz se tornar um adulto mais saudável.

Como evitar que essa epidemia se alastre? Conscientização. Ensinar as crianças a se alimentar de forma correta, informação tanto nas escolas como em casa. Até mesmo intervenção nas cantinas escolares. Programas educacionais onde hajam palestras e até mesmo aulas, e isso deve começar desde cedo. Apresentar os alimentos nutritivos desde bebê ampliar os horizontes das crianças.


Roberta Cury

Gastróloga

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Gastronomia e a Obesidade


Gastronomia e a Obesidade

Por muito tempo as pessoas acreditavam que para um alimento ser saboroso ele deveria ser extremamente gorduroso e calórico, de preferência rico em carboidratos e gorduras.

Alimentos ditos saudáveis, como verduras, frutas e legumes eram taxados como insossos e não apetitosos adequados apenas para ração animal.

Em Workshop no Brasil o Chef Francês Pierre Troisgois comentou sobre essa modificação que a Gastronomia Tradicional está tendo de fazer. A Culinária Clássica Francesa primava muito pelo uso de gorduras de origem animal e vegetal.

Antigamente as pessoas não viviam por muitos anos, então não havia essa preocupação. Como aumento da longevidade, sedentarismo e doenças provocadas pela alimentação, como por exemplo, diabete, hipertensão, a mentalidade dos Grandes Cozinheiros está tendo se ser reavaliada.

Mas o peso não tem nenhuma relação com a saúde, comer grandes quantidades de alimentos não quer dizer que está fazendo uma boa ingestão de vitaminas e minerais. Pelo contrário, normalmente é inverso. Quanto maior o peso e ingestão de calorias, mais baixas são as taxas dentro do organismo.

O grande paradigma atual é provar que pode se alimentar de maneira saudável e saborosa, primando por métodos de cocção mais leves e alimentos corretos e de paladar agradável .
A gastronomia pode ser inserida como forma de saúde , usando toda sua base teórica para elaboração de pratos de qualidade.

Quanto mais colorido o prato for mais nutritivo e atraente ele será. Se for preparado de forma correta terá um grande aproveitamento de seus nutrientes.
O cozimento de verduras e legumes no vapor onde há reduzida perda de suas propriedades, os assados e grelhados onde há pouca adição de gordura. O contraste de consistências que auxiliam na saciedade e satisfação. Aliemntos crús além de fibras forçam a mastigação que leva a uma saciedade mais rápida.

A própria filosofia Slow Food tem sido inserida nesse meio como forma de uma reeducação alimentar, trazendo o prazer a ritualização nas refeições.
Uma apresentação colorida e agradável abre o apetite e retorna o ato de se alimentar um prazer e não uma compulsão.

Roberta Cury
Gastróloga
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