
terça-feira, 17 de abril de 2012
Crianças obesas

terça-feira, 29 de novembro de 2011
Obesidade Infantil e Alimentação

Muito tem se falado sobre Obesidade Infantil. O mito de criança saudável é a criança rechonchuda e de rosto corado está vindo abaixo com o aumento de crianças desenvolvendo doenças de adultos como diabete e hipertensão e insônia.(apnéia)
Outro paradigma a ser quebrado é o da herança genética como principal fator causador da obesidade.
A grande oferta de alimentos, sedentarismo e até mesmo a violência influenciam. Com medo de sair de casa as crianças ficam cada vez mais presas em frente a TV e jogos de computador . Como a maioria dos Pais trabalha e não tem como controlá-los, acabam deixando grande oferta de alimentos fáceis de comer, mas que são ricos em gorduras, calorias, sal e aditivos químicos.
E como lidar com esse problema cada vez mais crescente. Proibir alimentos a uma criança? Não é a atitude mais correta.
O controle da obesidade infantil começa em casa, com refeições balanceadas, estímulo à atividade física e mudança dos hábitos alimentares de toda a família.
Ninguém faz regime sozinho numa casa, muito menos uma criança. Não adianta a mãe dizer que bolacha recheada que está no armário é para o irmão, que é muito magrinho. O tratamento inclui a família inteira. É pai, mãe, irmãos, todos comendo o mesmo tipo de alimentação saudável.
Uma boa alimentação com carboidratos (arroz, massas), proteínas (carnes, peixes, frango) de preferência grelhados e cozidos e verduras (tomate, alface, pepino), frutas. Leite desengordurado para o lanche, redução das frituras.
Atividades físicas principalmente aeróbicas ao menos 3 vezes por semana que pode se compartilhada com a família mas não em grupos como escolas e vizinhança devido a sua mobilidade mais lenta.
A combinação, alimentação saudável mais exercícios é a chave para evitar e afastar a criança da obesidade e a faz se tornar um adulto mais saudável.
Como evitar que essa epidemia se alastre? Conscientização. Ensinar as crianças a se alimentar de forma correta, informação tanto nas escolas como em casa. Até mesmo intervenção nas cantinas escolares. Programas educacionais onde hajam palestras e até mesmo aulas, e isso deve começar desde cedo. Apresentar os alimentos nutritivos desde bebê ampliar os horizontes das crianças.
Roberta Cury
Gastróloga
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Gastronomia e a Obesidade

Gastronomia e a Obesidade
Por muito tempo as pessoas acreditavam que para um alimento ser saboroso ele deveria ser extremamente gorduroso e calórico, de preferência rico em carboidratos e gorduras.
Alimentos ditos saudáveis, como verduras, frutas e legumes eram taxados como insossos e não apetitosos adequados apenas para ração animal.
Em Workshop no Brasil o Chef Francês Pierre Troisgois comentou sobre essa modificação que a Gastronomia Tradicional está tendo de fazer. A Culinária Clássica Francesa primava muito pelo uso de gorduras de origem animal e vegetal.
Antigamente as pessoas não viviam por muitos anos, então não havia essa preocupação. Como aumento da longevidade, sedentarismo e doenças provocadas pela alimentação, como por exemplo, diabete, hipertensão, a mentalidade dos Grandes Cozinheiros está tendo se ser reavaliada.
Mas o peso não tem nenhuma relação com a saúde, comer grandes quantidades de alimentos não quer dizer que está fazendo uma boa ingestão de vitaminas e minerais. Pelo contrário, normalmente é inverso. Quanto maior o peso e ingestão de calorias, mais baixas são as taxas dentro do organismo.
O grande paradigma atual é provar que pode se alimentar de maneira saudável e saborosa, primando por métodos de cocção mais leves e alimentos corretos e de paladar agradável .
A gastronomia pode ser inserida como forma de saúde , usando toda sua base teórica para elaboração de pratos de qualidade.
Quanto mais colorido o prato for mais nutritivo e atraente ele será. Se for preparado de forma correta terá um grande aproveitamento de seus nutrientes.
O cozimento de verduras e legumes no vapor onde há reduzida perda de suas propriedades, os assados e grelhados onde há pouca adição de gordura. O contraste de consistências que auxiliam na saciedade e satisfação. Aliemntos crús além de fibras forçam a mastigação que leva a uma saciedade mais rápida.
A própria filosofia Slow Food tem sido inserida nesse meio como forma de uma reeducação alimentar, trazendo o prazer a ritualização nas refeições.
Uma apresentação colorida e agradável abre o apetite e retorna o ato de se alimentar um prazer e não uma compulsão.
Roberta Cury
Gastróloga